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Dr. José Carlos Garcia Jr.

Especialista em cirurgia de ombro, cotovelo e artroscopia

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Luxação do Cotovelo

A luxação do cotovelo pode ocorrer em vários movimentos dentro das lutas de contato. Os mais comuns são as chaves, principalmente o "arm-lock". Nessa chave ocorre a hiperextensão do cotovelo com lesão dos músculos pronador redondo e braquial, ainda ocorre a lesão do ligamento colateral medial e da cápsula ligamentar anterior.
Nessa lesão o paciente não consegue movimentar o cotovelo e apresenta grande dor, inchaço e deformidade que podem dar a aparência de fratura. O atleta deve ter seu cotovelo imobilizado e procurar auxílio médico de modo urgente. No hospital o atleta deverá ser submetido a radiografias que evidenciarão a luxação. O médico então deverá realizar uma manobra para que cotovelo recomponha suas formas originais.
O cotovelo não deve ser tratado por profissionais não médicos devido à possibilidade de lesão vascular, neurológica e fraturas, inclusive durante a manobra de redução.
Após a redução, se não houver outras lesões, o atleta deverá ficar imobilizado com tala gessada por cerca de 3 semanas e após esse período em geral há uma cicatrização que impede a reluxação, mas a recuperação depende de características próprias de cada organismo. Muitas pessoas podem ficar com uma instabilidade em valgo residual que a longo prazo pode causar dor e formigamento no 40 e 50 dedos da mão devido ao estresse do nervo ulnar como coseqüência da lesão do ligamento colateral medial do cotovelo. Em geral as manifestações tardias são leves e não requerem intervenção cirúrgica.
Mesmo com a grande extensão de lesão o atleta consegue em cerca de um mês retornar às suas atividades.
Raras vezes é necessário cirurgia para a redução da luxação.
Os atletas podem ter luxação do cotovelo com as chaves americana, americana invertida e em quedas e o tratamento segue os mesmos princípios acima, apenas as áreas lesadas são diferentes. A americana pode lesar o ligamento colateral medial e o tríceps, a americana invertida lesa o ligamento colateral lateral e pode fraturar o processo coronóide do cotovelo e finalmente na queda ocorre luxação pelo mecanismo póstero-lateral-rotatório pela movimentação em valgo, supinação e compressão axial com o cotovelo semi-extendido lesando a banda ulnar do ligamento colateral lateral ( ligamento colateral ulnar lateral ), cápsula e finalmente ligamento colateral medial como descreve O'Driscoll e cols.
Todas essas leões dificilmente deixarão seqüelas desde que tratadas com urgência e acompanhadas por um profissional da área habilitado, falaremos de cada tipo específico de instabilidade em outros artigos.

Dr. José Carlos Garcia Jr. 
Ortopedista especialista em Ombro e Cotovelo do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e referência em ombro e cotovelo do Hospital Moriah em São Paulo-Capital.
Médico graduado e pós-graduado pela Escola Paulista de Medicina(Federal de São Paulo).
Fellow na Mayo Clinic-Minnesotta-EUA,  Princeton-EUA e IFOR e IRCAD da Universidade de Estrasburgo-França.
Mestre em Ciências da Saúde(MSc)  pela Universidade de Liverpool-Inglaterra
Doutor em Ciências(PhD) com tese sobre aceleração da cicatrização tendínea pela USP.
Professor Coordenador do centro de estudos NÆON, serviço referendado de formação de especialistas das Sociedades Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo e Internacional de Traumatologia do Esporte.

Atende no Núcleo de Medicina Avançada do Hospital Sírio-Libanês e no Hospital Moriah em São Paulo-Capital. Telefones de marcação: 11-41078997 e 11-985588579
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