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Dr. José Carlos Garcia Jr.

Especialista em cirurgia de ombro, cotovelo e artroscopia

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Lesão do Nervo interósseo posterior

Lesão do Nervo Interósseo Posterior

O nervo interósseo posterior origina-se na bifurcação do nervo radial, antes da arcada de Frose,sendo um ramo exclusivamente motor que inerva os extensores do punho e músculo supinador.
O nervo interósseo posterior pode ser lesado ou comprimido em qualquer região de seu trajeto e então há perda da função dos músculos acima citados como de inervação específica desse nervo.
A impossibilidade de extensão dos dedos, assim como perda de força para extensão do punho, apresentando esse desvio radial a esse movimento são indicativos de lesão desse nervo. Se houver mão caída sem possibilidade de extensão do punho significa que o músculo extensor radial longo do carpo está envolvido e a lesão é alta, ou seja do nervo radial antes da bifurcação.
Após a lesão do nervo há um aumento na concentração das enzimas hidrolíticas dentro de 12 horas da lesão, que é associada com a perda de proteína básica da bainha. A bainha de mielina entra em colapso em gotículas de gordura do citoplasma de células de Schwann. Essas gotículas subsequentemente fazem extração no espaço endoneural e são fagocitadas por macrófagos. Conforme este processo ocorre, as células de Schwann começam a proliferar, especialmente ao redor do espaço produzido quando há corte do nervo. Essas alterações acontecem dentro de 14-21 dias após a lesão e o resultado final é um tubo endoneural vazio com as células de Schwann proliferativas.
O novo crescimento do axônio ocorre no tubo endoneural desde que ele esteja intacto. Contudo, quando há o rompimento do nervo, e conseqüentemente um espaço no tubo no local da lesão, a regeneração é improvável, a menos que o nervo seja suturado ou enxertado, caso a sutura direta seja imposível.
A proliferação das células de Schwann, que ocorre no comprimento do tubo e particularmente no ponto de rompimento, ajuda a guiar o axônio para o tubo e elas podem fazer uma ponte sobre o espaço se o rompimento não for muito grave.
Nesse nervo específico apenas há ramos motores.
Há necessidade de extrema precisão aumento da visão e filtragem do microtremor na sutura ou enxertia nervosa durante o procedimento cirúrgico.
Um fator que poderia deter a regeneração é a presença do tecido cicatricial que pode bloquear a via do axônio em crescimento, se ocorrer esse tecido deve ser visualizado e retirado.
Se o nervo for cortado longe dos músculos que ele inerva, a degeneração do músculo pode ocorrer antes que o nervo em regeneração o atinja.
Durante a regeneração, o axônio cresce a uma velocidade de 1-2mm por dia, embora a velocidade tenda a ser um pouco menor conforme ele se estende longe do corpo celular.
Para a melhora do quadro é necessária a reconstrução do nervo o mais rápido possível.
Algumas vezes é necessário o uso de enxerto nervoso do nervo sural e mais recentemente o uso de neurotubos (condutores nervosos).
Para melhorar a acurácia do procedimento o robô cirúrgico pode ser usado, ele filtra os microtremores e magnifica a imagem de acordo com a necessidade do cirurgião mantendo a visão em 3 dimensões. Mesmo assim essa é uma lesão grave e mesmo com todos os cuidados,em se dependendo da gravidade, resultados não tão animadores podem ocorrer.

Dr. José Carlos Garcia Jr. 
Ortopedista especialista em Ombro e Cotovelo do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e referência em ombro e cotovelo do Hospital Moriah em São Paulo-Capital.
Médico graduado e pós-graduado pela Escola Paulista de Medicina(Federal de São Paulo).
Fellow na Mayo Clinic-Minnesotta-EUA,  Princeton-EUA e IFOR e IRCAD da Universidade de Estrasburgo-França.
Mestre em Ciências da Saúde(MSc)  pela Universidade de Liverpool-Inglaterra
Doutor em Ciências(PhD) com tese sobre aceleração da cicatrização tendínea pela USP.
Professor Coordenador do centro de estudos NÆON, serviço referendado de formação de especialistas das Sociedades Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo e Internacional de Traumatologia do Esporte.

Atende no Núcleo de Medicina Avançada do Hospital Sírio-Libanês e no Hospital Moriah em São Paulo-Capital. Telefones de marcação: 11-41078997 e 11-985588579
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