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Dr. José Carlos Garcia Jr.

Especialista em cirurgia de ombro, cotovelo e artroscopia

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Lesão do Plexo Braquial

O plexo braquial é um conjunto de estruturas vásculo-nervosas a partir das quais se originam os todos os nervos e vasos dos membros superiores. Ele é formado pelas raízes C5, C6, C7, C8 e T1 em alguns casos pode haver contribuição de C4(nos pré-fixados) e T2(nos pós-fixados). Os ramos de C5 e C6 unem-se para formam o tronco superior, o C7 dá origem ao tronco médio e C8 e T1 unem-se para formar o tronco inferior. Do tronco superior sai sobre os escalenos o nervo frênico. Do tronco superior também sai o nervo supraescapular. Os troncos originam os cordões lateral, medial e posterior e desses cordões originam-se basicamente todos os nervos periféricos dos membros superiores.
A lesão do plexo braquial é comum em adultos, principalmente por acidentes de moto, onde ocorre distensão dos nervos e muitas vezes lesão dos mesmos. Se não há retorno das funções até 6 meses após a lesão o reestabelecimento é complicado e ganhos de movimento podem ser obtidos muitas vezes com transferências musculares. Se diagnosticado precocemente e se for de indicação cirúrgica a reconstrução da anatomia dos nervos pode trazer o retorno das funções.
A exploração cirúrgica do plexo pode ser realizada precocemente desde que hajam fortes indícios de sua lesão ou em casos onde será abordade a região por outras causas como em fraturas da clavícula.
A paralisia de Erb é a forma mais comum de lesão. Caracteriza-se por dano às raízes nervosas superiores (C5 e C6) do plexo braquial, onde ocorrerá paralisia de todos os músculos inervados por essas raies, como: deltóide,supinador do antebraço, braquial, braquiorradial, supra-espinhoso, infra-espinhoso e bíceps. Se os músculos rombóide, elevador da escápula e serrátil anterior estiverem envolvidos é mal sinal de prognóstico, visto que esses músculos são inervados por nervos que saem diretamente das raízes nervosas(escapular dorsal e torácico longo) e a sutura nervosa nessa região é complexa e de maus resultados.
Na paralisia de Erb o membro superior encontra-se hipotônico, pendente ao lado do corpo em adução, rodado medialmente, com o antebraço pronado e estendido. A função da mão encontra-se preservada.
A paralisia de Klumpke ocorre com menor freqüência. Trata-se de danos as raízes nervosas inferiores (C7, C8, T1) do plexo braquial.
Nesse caso, os músculos afetados são os flexores do pulso e dedos e os músculos intrínsecos da mão.
Logo, a motricidade do braço e antebraço é mantida. Enquanto que a mão aprenta fraqueza muscular e déficit sensitivo na porção média e medial do antebraço e da mão.
 
A paralisia de Erb-Klumpke é a lesão total do plexo braquial. É rara e com difícil determinação da localização exata da lesão anatômica. A lesão afetará todo o braço, que se encontra completamente flácido.
As manifestações clínicas como atrofia, hipomobilidade, edema, hematomas são indicativas. A eletroneuromiografia e ressonância magnética podem ser utilizadas principalmente nos três primeiros meses objetivando localizar a lesão e definir o grau de envolvimento dos nervos. O tratamento deve seguir orientação médica e a reconstrução cirúrgica do plexo e transferências musculares podem auxiliar a recuperação. A fisioterapia é de extrema importância para manter o arco de movimento, manter a viabilidade muscular e na reeducação e treino muscular após o ato cirúrgico se esse for necessário.

Dr. José Carlos Garcia Jr. 
Ortopedista especialista em Ombro e Cotovelo do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e referência em ombro e cotovelo do Hospital Moriah em São Paulo-Capital.
Médico graduado e pós-graduado pela Escola Paulista de Medicina(Federal de São Paulo).
Fellow na Mayo Clinic-Minnesotta-EUA,  Princeton-EUA e IFOR e IRCAD da Universidade de Estrasburgo-França.
Mestre em Ciências da Saúde(MSc)  pela Universidade de Liverpool-Inglaterra
Doutor em Ciências(PhD) com tese sobre aceleração da cicatrização tendínea pela USP.
Professor Coordenador do centro de estudos NÆON, serviço referendado de formação de especialistas das Sociedades Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo e Internacional de Traumatologia do Esporte.

Atende no Núcleo de Medicina Avançada do Hospital Sírio-Libanês e no Hospital Moriah em São Paulo-Capital. Telefones de marcação: 11-41078997 e 11-985588579
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