O Especialista

Membro do corpo clínico dos principais hospitais de São Paulo (Sírio-Libanês, Albert Einstein e Oswaldo Cruz). Médico graduado e pós-graduado pela Escola Paulista de Medicina(Federal de São Paulo). Estudou Ombro e Cotovelo na Mayo Clinic-EUA e Princeton-EUA. Certificado em cirurgia Robótica pela École Européenne de Chirurgie de Paris. Estudou Robótica Microcirúrgica no IRCAD da Universidade de Estrasburgo-França. Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade de Liverpool-Inglaterra e Doutorando pela USP. Membro da diretoria da Sociedade Internacional de Microcirurgia Robótica (http://www.ramsesrobotics.com) e do IDEAL-Collaboration sediado em Oxford-Inglaterra(http://www.ideal-collaboration.net).

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Lesão do Nervo Ulnar

O nervo ulnar origina-se do cordão medial do plexo braquial e corre na porção medial do braço emergindo na região chamada arcada de Struthers no tríceps medial. Corre até o cotovelo medial passando pelo túnel cubital vai para a arcada de Osbourn e caminha pelo antebraço medial até o canal de Guion no punho.
O nervo lança ramos motores para a musculatura intrínseca da mão e ramos sensitivos para a porção medial do 4º dedo e todo 5º dedo.
O nervo ulnar pode ser lesado em qualquer região de seu trajeto e então há perda da sensibilidade da sua região de inervação e a deformidade da mão conhecida como mão em garra.
Após a lesão há um aumento na concentração das enzimas hidrolíticas dentro de 12 horas da lesão, que é associada com a perda de proteína básica da bainha. A bainha de mielina entra em colapso em gotículas de gordura do citoplasma de células de Schwann. Essas gotículas subsequentemente fazem extração no espaço endoneural e são fagocitadas por macrófagos. Conforme este processo ocorre, as células de Schwann começam a proliferar, especialmente ao redor do espaço produzido quando há corte do nervo. Essas alterações acontecem dentro de 14-21 dias após a lesão e o resultado final é um tubo endoneural vazio com as células de Schwann proliferativas.
O novo crescimento do axônio ocorre no tubo endoneural desde que ele esteja intacto. Contudo, quando há o rompimento do nervo, e conseqüentemente um espaço no tubo no local da lesão, a regeneração é improvável, a menos que o nervo seja suturado ou enxertado, caso a sutura direta seja imposível.
A proliferação das células de Schwann, que ocorre no comprimento do tubo e particularmente no ponto de rompimento, ajuda a guiar o axônio para o tubo e elas podem fazer uma ponte sobre o espaço se o rompimento não for muito grave. Os nervos mistos, que contêm fibras aferentes e eferentes, são um problema maior que os que contém apenas um tipo de fibras. Por exemplo, uma fibra de um neurônio sensorial poderia crescer em um tubo endoneural que termina em um órgão efetor e assim ser inútil, e, similarmente, uma fibra de um neurônio motor poderia ser inútil ao crescer para um órgão receptor. Por isso há necessidade de extrema precisão aumento da visão e filtragem do tremor na sutura ou enxertia nervosa. Outro fator que poderia deter a regeneração é a presença do tecido cicatricial que pode bloquear a via do axônio em crescimento, se ocorrer esse tecido deve ser visualizadoo e retirado.
Se o nervo for cortado longe dos músculos que ele inerva, a degeneração do músculo pode ocorrer antes que o nervo em regeneração o atinja. 
Durante a regeneração, o axônio cresce a uma velocidade de 1-2mm por dia, embora a velocidade tenda a ser um pouco menor conforme ele se estende longe do corpo celular.
Para a melhora do quadro é necessária a reconstrução do nervo o mais rápido possível.
Algumas vezes é necessário o uso de enxerto nervoso do nervo sural e mais recentemente o uso de neurotubos (condutores nervosos).
Para melhorar a acurácia do procedimento o robô cirúrgico pode ser usado, ele filtra os microtremores e magnifica a imagem de acordo com a necessidade do cirurgião mantendo a visão em 3 dimensões. Mesmo assim essa é uma lesão grave e mesmo com todos os cuidados, em se dependendo da gravidade, resultados não tão animadores podem ocorrer.

                                                 Dr. José Carlos Garcia Jr.  CRM-SP 94024
                                                 Cirurgia de Ombro e Cotovelo / Microcirurgia                              
                                        Consultório no Hospital Sírio-Libanês de  São Paulo-SP
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                                               Telefones: (11) 4304-3238 e (11) 98558-8579

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