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Dr. José Carlos Garcia Jr.

Especialista em cirurgia de ombro, cotovelo e artroscopia

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Síndrome do Espaço Quadrangular

A síndrome do espaço quadrangular é a compressão do nervo axilar que ocorre nesse espaço.
O nervo axilar origina-se do cordão posterior do plexo braquial e corre abaixo do coracóide até penetrar no espaço quadrangular. Esse espaço em forma de quadrado na entrada do nervo axilar é delimitado na sua porção superior pelo músculo subescapular, lateral e medial por 2 origens do músculo tríceps(uma umeral e outra escapular, iniciando na porção inferior da glenóide) como limite inferior encontra-se o músculo redondo menor.
O nervo passa junto com a artéria por baixo da articulação glenoumeral do ombro e emerge na porção posterior do espaço quadrangular, há uma diferença pois essa emergência posterior do nervo axilar apresenta como teto o músculo redondo menor no lugar do subescapular.
Nesse quadrado delimitado por esses músculos pode acontecer uma rara compressão do nervo axilar.
As causas mais comuns dessa compressão são traves fibrosas entre os pilares triceptais lateral e medial, inflamações, tumores, lesões por tração excessiva, entre outras.
O diagnóstico é extremamente difícil e em casos de compressão de grau pequeno ou moderado o exame de eletroneuromiografia geralmente não mostra sinais de compressão mesmo quando dinâmico, ou seja, realizado com membro superior em abdução e rotação externa, posição onde há maior compressão do nervo axilar.
Mesmo sendo o nervo motor do músculo deltóide, casos de perda de força apreciáveis ou atrofias desse músculo só ocorrem nas lesões graves.
Nas leves e moderadas há dor no ombro pela disfunção do músculo redondo menor (o mais afetado). Em muitos casos a suspeita ocorre com dor à manobra provocativa e exame de ressonância mostrando atrofia exclusivamente do músculo redondo menor do ombro. O redondo menor está comprometido em todos os graus da síndrome do espaço quadrangular.
Os exames mais precisos para a detecção dessa síndrome rara são a ângio-ressonância e ângio-tomografia dinâmicas com reconstrução 3D, por possibilitarem a visualização interrupção ou diminuição do fluxo sanguíneo da artéria que penetra o espaço quadrangular junto com o nervo axilar. Esse resultado sugere compressão dessa região.
O tratamento de casos leves e moderados passa por alongamentos específicos na fisioterapia orientada e medicações neurotróficas e corticosteróides.
Em casos graves a cirurgia para a liberação do espaço está indicada está indicada.
Estamos desenvolvendo a via minimamente invasiva robótica para abordar essa síndrome!

Dr. José Carlos Garcia Jr. 
Ortopedista especialista em Ombro e Cotovelo do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e referência em ombro e cotovelo do Hospital Moriah em São Paulo-Capital.
Médico graduado e pós-graduado pela Escola Paulista de Medicina(Federal de São Paulo).
Fellow na Mayo Clinic-Minnesotta-EUA,  Princeton-EUA e IFOR e IRCAD da Universidade de Estrasburgo-França.
Mestre em Ciências da Saúde(MSc)  pela Universidade de Liverpool-Inglaterra
Doutor em Ciências(PhD) com tese sobre aceleração da cicatrização tendínea pela USP.
Professor Coordenador do centro de estudos NÆON, serviço referendado de formação de especialistas das Sociedades Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo e Internacional de Traumatologia do Esporte.

Atende no Núcleo de Medicina Avançada do Hospital Sírio-Libanês e no Hospital Moriah em São Paulo-Capital. Telefones de marcação: 11-41078997 e 11-985588579
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