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Dr. José Carlos Garcia Jr.

Especialista em cirurgia de ombro, cotovelo e artroscopia

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Tennis Elbow - Cotovelo de Tenista - Epicondilite Lateral

O Tennis Elbow ou epicondilite lateral é uma inflamação (com ou sem degeneração e/ou ruptura) da origem dos músculos extensores na região do epicôndilo lateral do úmero, comprometendo principalmente o músculo extensor radial curto do carpo.

Pode acometer tanto trabalhadores braçais submetidos a esforços repetitivos do membro superior quanto atletas que praticam principalmente esportes de raquete como tênis, tênis de mesa, squash, badmington, entre outros. É muito importante que se estude o modo como o atleta joga, pois se sabe que esta patologia é decorrente principalmente da técnica incorreta dos golpes de esquerda - backhand.

A queixa principal do paciente é uma dor no lado lateral do cotovelo, que pode ou não ser irradiada para a região proximal e dorsal do antebraço. O tenista inicialmente se queixa de dor durante determinados movimentos do jogo ou do treino, principalmente nos golpes de esquerda - backhand, e é muito difícil que nesta fase ele procure acompanhamento médico especializado. O próprio atleta utiliza-se de métodos de analgesia, como o uso de gelo no local da dor após as partidas.

Com o avanço da doença e sem a retirada do fator causal, o processo se torna crônico e o atleta se vê obrigado a procurar ajuda médica, e isso ocorre geralmente 3 meses após o 1º episódio. O tenista pode se queixar ao segurar algum objeto com o membro superior extendido, geralmente.

No exame físico, normalmente se observa dor à palpação do epicôndilo lateral no cotovelo, extensão ativa dolorosa do punho e extensão passiva do cotovelo com flexão passiva do punho dolorosa.


Muitas patologias podem simular a epicondilite lateral do cotovelo. O principal diagnóstico diferencial nos casos de dor lateral do cotovelo em atletas é com a síndrome do interósseo posterior, que corresponde a compressão do ramo profundo e motor do nervo radial no antebraço. A compressão do nervo interósseo posterior pode ocorrer concomitantemente epicondilite lateral em cerca de um terço dos casos.

Clinicamente, devemos suspeitar desta patologia quando temos casos crônicos que não respondem adequadamente ao tratamento conservador adequado. A dor nesta patologia geralmente se extende até a região média do antebraço, e não costuma responder ao tratamento com antiinflamatórios não hormonais. Em casos mais avançados pode ocorrer fraqueza muscular e até déficits de extensão dos dedos. Se a compressão acomete a região mais proximal à arcada do músculo supinador (arcada de Fröhse) o ramo sensitivo radial pode estar afetado e pode haver formigamento ou queimação na região dorso-lateral do punho (tabaqueira anatômica).

O tratamento da epicondilite lateral geralmente é conservador, sendo cirúrgico apenas se não houver remissão (total ou parcial progressiva) com o tratamento medicamentoso e fisioterápico em um período de 3 meses.

O tratamento conservador pode ser dividido em dois tipos: médico e fisioterapêutico.

Médico
O tratamento médico sempre deve ser considerado em todas as fases do tratamento. Para se aliviar a dor do paciente, é indicado inicialmente o uso de antiinflamatórios não hormonais. Se o paciente é atleta, devemos sempre questioná-lo com relação ao equipamento utilizado para a prática do esporte. Devemos sempre questionar qual o tipo de raquete que ele usa, a tensão que é colocada nas cordas (no caso do tênis), e principalmente, movimentos na rotina diária de treinos.

Outras formas de tratamento foram descritos, como o uso da acupuntura, a manipulação da região cervical e do membro superior e infiltração de corticóides.

O uso dos chamados braces (imobilizador) para epicondilite lateral podem ser úteis em uma fase inicial de tratamento, principalmente nos atletas que jogam e treinam com muita frequência, embora alguns estudos relataram a ineficiência do brace para tratamento por longo período e por não auxiliar na melhora da força.

Além do tratamento médico, o tratamento fisioterapêutico deve acompanhar-se na fase inicial do atendimento.

Na ausência de remissão da dor durante 3 meses de tratamento é indicada a cirurgia. Preferencialmente usamos a artroscopia. Creio que é indicação precisa com acesso mínimo e resultados excelentes 95% de melhora. Em 1/3 dos casos ocorre a compressão do nervo interósseo posterior de forma concomitante ao "tennis elbow" e nesses casos pode ser necessária técnica mista de artroscopia para a epicondilite e liberação aberta do nervo interósseo posterior.

Fisioterapêutico
O tratamento fisioterapêutico é um dos mais importantes métodos para a cura dos pacientes com epicondilite lateral. Com ele, procuramos atingir três objetivos principais:

analgesia do paciente: gelo, TENS;
auxiliar na reparação tecidual: Ultra-som (fonoforese com Corticóides);
proporcionar o reequilíbrio da musculatura envolvida nesta patologia.



Prevenção
Quando se trata de prevenção de lesões como a epicondilite lateral, principalmente em atletas amadores, a melhor forma de prevenção está na mudança da técnica dos fundamentos do esporte, principalmente o golpe de esquerda (backhand) que envolve a contração excêntrica dos extensores do punho, pois é nesses atletas que ocorre a maior incidência de epiondilite lateral (tennis elbow). Um outro fator importante na prevenção da epicondilite lateral está no uso da raquete ideal, devendo esta ser mais maleável e com uma cabeça maior. A tensão da corda usada na raquete (no caso do tênis) não deve ser maior do que 60 libras, pois quanto maior a tensão usada na raquete, maior será a vibração transferida para o cotovelo, provocando microfissuras no tendão do extensor radial curto do carpo causando a epicondilite lateral. Um outro detalhe importante para todos os esportes de raquete está na empunhadura (grip), pois existem tamanhos diferentes, e o atleta deve escolher o tamanho mais confortável para seu uso.

O brace (imobilizador) pode ser utilizado como um acessório preventivo da epicondilite lateral, mas devemos lembrar que, se o atleta não tiver uma técnica correta dos fundamentos, o imobilizador pode mascarar os sinais e sintomas agravando a lesão.


Dr. José Carlos Garcia Jr. 
Ortopedista especialista em Ombro e Cotovelo do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e referência em ombro e cotovelo do Hospital Moriah em São Paulo-Capital.
Médico graduado e pós-graduado pela Escola Paulista de Medicina(Federal de São Paulo).
Fellow na Mayo Clinic-Minnesotta-EUA,  Princeton-EUA e IFOR e IRCAD da Universidade de Estrasburgo-França.
Mestre em Ciências da Saúde(MSc)  pela Universidade de Liverpool-Inglaterra
Doutor em Ciências(PhD) com tese sobre aceleração da cicatrização tendínea pela USP.
Professor Coordenador do centro de estudos NÆON, serviço referendado de formação de especialistas das Sociedades Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo e Internacional de Traumatologia do Esporte.

Atende no Núcleo de Medicina Avançada do Hospital Sírio-Libanês e no Hospital Moriah em São Paulo-Capital. Telefones de marcação: 11-41078997 e 11-985588579
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