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Dr. José Carlos Garcia Jr.

Especialista em cirurgia de ombro, cotovelo e artroscopia

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Lesão do bíceps distal abaixo da transição Miotendínea: Relato de caso e apresentação de nova técnica cirúrgica.

Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia

2008 - Porto Alegre - Brasil
Pôster

2009 - Rio de Janeiro - Brasil
e-pôster

A lesão do bíceps distal é uma patologia rara e
reconhecidamente de tratamento cirúrgico em
pacientes de alto e moderado débitos funcionais devido
ao déficit de força para a supinação, flexão e
deformidade estética. As opções cirúrgicas conhecidas
são a solidarização com o músculo braquial, em
desuso devido a sua pouca valia funcional, reinserção
na tuberosidade biceptal pela via anterior ou a mini-
dupla-via de Morrey. Entretanto essas opções são para
lesões insercionais distais. As lesões que ocorrem na
transição miotendínea são mais raras e as que
ocorrem no tendão logo abaixo da transição são
extremamente raras.
Em nosso trabalho apresentaremos a lesão
completa do tendão biceptal abaixo da transição
miotendínea em 2 atletas de alta performance e a
técnica cirúrgica que criamos para essa rara patologia.
Materiais e Métodos
Dois atletas do sexo masculino, um de
?vale tudo? e um de Muay Thay que após
sofrerem trauma direto na fossa cubital
durante a prática esportiva configurando
uma lesão traumática do tendão biceptal.
O diagnóstico da lesão foi feito pelo
exame físico, observando equimose
anterior, deformidade estética e déficit
funcional principalmente para supinação e
com o exame de Ultrassonografia.
Na técnica cirúrgica utilizamos a via
anterior com visualização do nervo
interósseo anterior, pontos simples e
contínuos-ancorados no tendão biceptal e
pontos tipo Bunnell foram usados. Além
disso, foi feito um reforço em figura de 0
com enxerto do palmar longo ipsilateral.
A avaliação subjetiva comparativa de
força muscular graus (0 a 5) e índice de
satisfação 10, completamente satisfeito, a
0 , insatisfeito.
Resultados
Ambos os pacientes retornaram às atividades físicas em
nível competitivo 6 meses após o ato cirúrgico. O índice de
satisfação dos pacientes foi 9,5. e a força para supinação
passou de 4 a 5 e flexão de 4 para 5. A idade dos atletas era
de 34 e 32 anos.
.
Conclusão
Devido à história dos pacientes,
concluímos que o mecanismo desse tipo de
lesão foi o trauma direto na fossa antecubital.
Essa situação é incomum, mas causa em
atletas de alto nível perda importante da
performance em situações de alto débito
funcional, por isso indicamos cirurgia com
enxerto tendíneo do palmar longo em figura
de 0, que dá mais segurança e auxilia no
retorno precoce às atividades.
Nossos pacientes apresentavam o
músculo palmar longo, mas cremos que em
pacientes com a ausência desse tendão o
tendão do músculo grácil pode ser uma boa
opção de enxerto.
Em pacientes de baixo débito funcional
cremos não ser necessário o reforço com
enxerto de tendão.
A via anterior é a de escolha para esse tipo
de lesão devendo-se prestar atenção na
anatomia local,principalmente no nervo
interósseo posterior.
 
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