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Dr. José Carlos Garcia Jr.

Especialista em cirurgia de ombro, cotovelo e artroscopia

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Técnica e resultado do tratamento artroscópico da lesão do tendão subscapular

Apresentado
Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia
2008 Porto Alegre-Brasil
Pôster

Introdução
A ruptura do tendão subescapular é uma lesão rara, tendo sido descrita
inicialmente por Hauser em 1954. O manejo dessa lesão é difícil por meios
artroscópicos, e por essa causa muitos cirurgiões preferem a técnica
aberta .
Em nosso serviço temos utilizado a técnica artroscópica em cadeira de
praia com apoio do membro a ser operado em uma mesa de Mayo. Com
isso, propicioamos o relaxamento do deltóide, o que facilita a colocação
dos intrumentos e o manejo artroscópico do tendão.
Nosso trabalho pretende mostrar nossa técnica e nossos resultados
preliminares.

Materiais e Métodos
De janeiro de 2005 a outubro de 2007 foram operados 6 casos de lesão
completa do tendão subescapular por artroscopia, utilizando-se a posição
de cadeira de praia com elevação do ombro na mesa de Mayo para abertura
de espaço subdeltóide.
Foram utilizadas em todas cirurgias as técnicas de reparo extraarticular
com âncoras 5,5mm BioZip Stryker.
Dos 7 pacientes operados 2 apresentavam lesão biceptal com mais de 50%
de comprometimento deste tendão, e foram submetidos a tenodese do
mesmo/1 apresentou lesão irreparável do supraespinhal, tendo sido
realizada tenodese biceptal e bursectomia/ 1 apresentou
concomitantemente luxação anterior do cabo longo do bíceps, e também
foi realizada tenodese biceptal/ 1 apresentou lesão completa da porção
anterior do supra-espinhal que também foi reconstruída no mesmo ato, e 3
pacientes apresentaram a lesão isolada do subescapular.
A avaliação dos pacientes foi realizada sempre pelo mesmo médico, pré e
pós-operatoriamente e as cirurgias também foram realizadas pelo mesmo
médico.
O grau da dor pré e pós-operatória foi avaliada usando uma escala
subjetiva com nota 10 para a dor atual e 0 indolor. Os resultados pré e pós-
operatórios também foram medidos utilizando o UCLA.
Resultados
A média de idade foi de 50 anos, variando de 64 a 32 anos. Três pacinetes
eram do sexo feminino, e dois eram, do sexo masculino. Seis cirurgias
foram realizadas no membro dominante, e uma no membro não-dominante.
Na avaliação prévia, de acordo com critérios da UCLA, os pacientes
tiveram média 17,28 (variando de 8 a 23). No sexto mês de PO, de acordo
com critérios da UCLA, os pacientes tiveram média de 28,86 (variando de
17 a 34) .
Todos os pacientes apresentaram melhora da dor em análise subjetiva
( nota média 10 dor pré operatória para 2 PO).Nenhum paciente apresentou
lesões nervosas, no pós-operatorio.
O paciente com luxação biceptal anterior desenvolveu ombro congelado, e
foi realizada liberação cirúrgica após 6 meses de tratamento conservador
frustrado. Neste caso o UCLA pós-operatório utilizado foi medido 6 meses
pós liberação artroscópica do ombro.
Discussão

Os pacientes operados apresentaram melhora da dor, força para rotação
interna e ADM ativo do ombro. Nossos resultados foram melhores no
tratamento das lesões isoladas do subescapular, talvez por estes pacientes
apresentarem faixa etária mais baixa, e serem submetidos a apenas um
procedimento durante o ato cirúrgico. Encontramos resultados satisfatórios
e segurança com a técnica cirúrgica. Nossos resultados assemelham-se ao
demonstrado em outros serviços e sumarizados por Lafosse(2007).
Reforçamos, assim, a tendência que alguns serviços apresentam de optar
pelo tratamento cirúrgico da rotura do subescapular por artroscopia. O
resultados se mostram tão satisfatórios quanto os obtidos com a cirurgia
aberta, mas com a característica menos invasiva.
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