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Dr. José Carlos Garcia Jr.

Especialista em cirurgia de ombro, cotovelo e artroscopia

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Tratamento Cirúrgico da Epicondilite Lateral por Artroscopia, Comparação da Liberação Simples e Nirschl Artroscópico com Reancoragem da Origem Muscular.

Apresentado
Congresso Latino-Americano de Cirurgia de Ombro e Cotovelo: 
2008-Santiago/Chile
Apresentação Oral
Congresso Brasileiro de Cirurgia de Ombro e Cotovelo: 
2006-Goiânia/Brasil
Apresentação Oral
Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia
2008 - Porto Alegre - Brasil
Pôster
Congresso de Ortopedia e Traumatologia do Estado de São Paulo
2008 - Campinas - Brasil
Apresentação oral

Introdução
A epicondilite lateral do cotovelo é uma patologia de tratamento
primariamente clínico com excelentes resultados variando em sua
resolutibilidade de 90 a 95% na literatura, e tem sua fisiopatologia
bem detalhada por Nirschl em seus estudos sobre a metaplasia até
a formação do tecido angiofibroblástico. De acordo com Morrey
após 6 meses de tratamento conservador, a cirurgia passa a ser
uma opção de tratamento.
Dentre as técnicas cirúrgicas abertas possíveis encontramos a
fasciotomia, eletrocoagulação e a retirada do tecido
angiofibroblástico e reinserção tendínea (cirurgia de Nirschl). É
também reconhecido o potencial de bons resultados da liberação
dos extenso-supinadores por artroscopia. Entretanto, cremos ser
possível melhorar os resultados da cirurgia artroscópica fazendo a
reinserção muscular com seu rebaixamento assim como no Nirschl
aberto.
Nosso trabalho viza demonstrar nossa técnica cirúrgica da
cirurgia de Nirschl artroscópica(CNA) assim como os resultado
preliminares em comparação com a liberação artroscópica dos
extensores(LAE).
Materiais e Métodos

De janeiro de 2004 a julho de 2006, operamos 11 cotovelos pela
técnica LAE e 5 pela técnica CNA.
Todos os pacientes apresentavam epicondilite lateral refratária ao
tratamento conservador por mais de 7 meses sem sinais de
comprometimento do nervo interósseo posterior, E foram operados
em decúbito ventral horizontal sob anestesia geral e Bloqueio do
plexo braquial.
Em todos os pacientes após exame artroscópico da cavidade
com artroscópio convencional de 4mm, foi realizada a capsulotomia
lateral e retirada do tecido angiofibroblástico com desinserção dos
extensores através do uso de shaver de 4mm. Onze dos 16
pacientes foram subetidos apenas a este procedimento.
Em 5 pacientes foi realizada na sequência a reinserção e
rebaixamento dos extensores através da utilização de 2 âncoras
metálicas Stryker 3,5mm.
Mesmo com o corte de tamanho exíguo a sutura sempre foi
realizada com 2 pontos segundo critérios de Garcia, e Vizando
evitar fístulas.
Para avaliação realizamos exame físico e um questionário pré-
operatório, 6 meses pós-operatório e 1 ano pós operatório.
Referente a dor nos testes provocativos e atividades diárias demos
nota 10 para a dor pré-operatória e 0 para ausência de dor.
Resultados
Foram operados no grupo LAE 9 cotovelos dominantes e 2 não-
dominantes, e no grupo CNA 4 dominantes e 1 não-dominante.
Na técnica LAE a melhora da dor foi de cerca de 80%, a dor à
manobra de Mills foi abolida em 8 dos 11 pacientes, diminuiu em 2
e permaneceu inalterada em 1, os testes provocativos de Cozen e
Gardner foram ausentes em 7 dos 11, diminuíram em 3 dos 11 e
permaneceram inalterados em 1. Na técnica CNA a melhora da dor
foi de cerca de 96%, a dor à manobra de Mills foi abolida em 5 dos
5 pacientes, os testes provocativos de Cozen e Gardner foram
ausentes em 4 dos 5, diminuíram em 1 dos 5.
Discussão
A cirurgia clássica de Nirschl utiliza sutura transóssea para
reinserção muscular, para conseguir essa reinserção por vídeo
tivemos que lançar mão de 2 âncoras metálicas, aumentando os
custos do procedimento mas diminuindo sua exposição sem
aumento significativo do tempo cirúrgico e obtendo os benefícios
de um procedimento minimamente invasivo. Necessitamos
aumentar nossos números para conclusões finais mas nossos
resultados preleminares mostram uma tendência de melhores
resultados na CNA que LAE.
 
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