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Dr. José Carlos Garcia Jr.

Especialista em cirurgia de ombro, cotovelo e artroscopia

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Síndrome do desfiladeiro torácico - Tratamento Cirúrgico

Tratamento cirúrgico da síndrome do desfiladeiro torácico:

Apresentado
Congresso Brasileiro de Cirurgia de Ombro e Cotovelo
2010-Campos do Jordão-Brasil
Pôster

Objetivos
A patologia conhecida como síndrome do desfiladeiro torácico(SDT) foi descrita por Peet em 1956 e é um nome geral dado para descrever os pacientes com sintomas neurovasculares relativos aos possíveis locais de compressão desse feixe
Em 95% dos casos causa sintomatologia predominantemente neurológica e pode ter sua gênese nas seguintes estruturas: músculo escaleno, costela cervical, fascia de Sibson, clavícula(geralmente sequela de fraturas), compressão no espaço retrocoracopeitoral (ou síndrome do peitoral menor), síndrome do mediano (compressão da artéria axilar entre os feixes do plexo braquial), síndrome da arcada de Langer(compressão do feixe vasculonervoso pelo músculo anômalo axilo-peitoral), iatrogênico, traumático e posicional.
O exame físico detalhado associado à história e eletroneuromiografia são importantes para o diagnóstico.
Objetivamos apresentar resultados e técnicas cirúrgicas de liberações da síndrome do desfiladiro torácico com sintomatologia neurológica em 7 casos.

Materiais e métodos
Tivemos 1 caso de compressão no espaço retrocoracopeitoral e 2 de compressão interescalênica que obteveram melhora com tratamento conservador e por isso foram eliminados desse trabalho.
De fevereiro de 2003 a março de novembro de 2009 foram operados 7 SDT.
Nos 5 casos onde houve envolvimento da clavícula na gênese a sintomatologia apresentava caráter posicional importante, enquanto os 2 casos de origem interescalênica apresentavam manifestações perenes.
Em 2 casos os pacientes apresentavam compressão do plexo por fibrose e aderências do músculo escaleno secundáias a trauma, em 2 casos por consolidação viciosa da clavícula e em 3 casos por pseudoartrose da clavícula.
Em todos os casos foi realizada liberação do plexo.
Os 5 pacientes com alterações claviculares foram submetidos a osteossíntese rígida com placas.
Nos casos de consolidação viciosa, após estudo de reconstrução tomográfica em 3D foi realizada osteotomia para correção, nas pseudoartroses osteossíntese com enxerto de ilíaco e nas compressões interescalênicas escalenectomia anterior e média parciais.

Resultados
Todos os pacientes apresentaram remissão do quadro de parestesia e dor.
Não houve complicações intra-operatórias ou perdas das osteossínteses.

Conclusão
Independente das causas da síndrome do desfiladeiro torácica neurológica além de realizar a liberação plexal o cirurgião do ombro deve atuar diretamente sobre a causa compressiva seja ela de origem óssea ou muscular.
A liberação nervosa no nível do plexo não deve ser excluída do espectro de possibilidades para a cirurgia do ombro.
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