O Especialista
Membro do corpo clínico dos principais hospitais de São Paulo (Sírio-Libanês, Albert Einstein e Oswaldo Cruz). Médico graduado e pós-graduado pela Escola Paulista de Medicina(Federal de São Paulo). Estudou ombro e cotovelo na "Mayo Clinic" e na "Princeton Orthopaedics PA". Desenvolve junto à Universidade de Estrasburgo-França cirurgia robótica para Ombro, Cotovelo e Microcirurgia. Em Master Degree pela Universidade de Liverpool-Inglaterra. Idealizador do Núcleo Avançado de Estudos em Ortopedia e Neurocirurgia.
Trabalhos Científicos: Endoscopia Telerrobótica do Plexo Braquial
Endoscopia Telerrobótica do Plexo Braquial. Apresentado no Congresso Brasileiro de Cirurgia do Ombro e Cotovelo 2010 e Congresso Brasileiro de Cirurgia de Mão 2010.
Objetivamos avaliar a viabilidade da vizualizacao endoscópica das estruturas nervosas que compõe o plexo braquial, estudar novos portais para sua abordagem, avaliar riscos de lesões iatrogenicas e realizar suturas robóticas em lesões de plexos de cadáver
Técnica cirúrgica: Foram utilizados 2 cadáveres humanos, explorando um total de 4 plexos braquiais.
Os cadáveres foram deixados em decúbito dorsal horizontal. Realizamos 4 portais supra-claviculares baseados em trabalhos prévios de artroscopia do plexo braquial.
Foi utilizado o robô Da Vinci SI®(Intuitive Co.) que apresenta 2 módulos: o console do cirurgião apresenta visão em 3 dimensões, possibilidade de aumento da visão em mais de 25 vezes e um designe ergonômico. Alguns componentes podem também obedecer ao comando de voz. O segundo módulo apresenta 3 mãos robóticas e a óptica.
Ao invés de lançar mão de irrigação de solução salina preferimos infusão de ar.
Resultados:O procedimento cirúrgico proposto apresentou sucesso e algumas características do robô fazem da cirurgia um ato mais ergonômico para o cirurgião além de eliminar ocasionais tremores e magnificar a imagem.
Obtivemos com os métodos acima uma boa vizualização do plexo braquial.
A técnica descrita mostrou-se eficaz na identifição e vizualização de estruturas nervosas do plexo braquial e seu reparo.
A dissecção e sutura robótica não causou lesões macroscópicas nas estruturas nervosas ou vasculares.
Conclusão: Esta primeira experiência na manipulação minimamente invasiva robótica do plexo braquial mostrou-se promissora e pode tornar-se clinicamente viável, requerendo no momento mais testes em cadáver e em animais vivos.
Em humanos vivos a técnica robótica já foi utilizada em 1 paciente com lesão do plexo braquial mas ainda de forma aberta.
Dr. José Carlos Garcia Jr.
NÆON - Núcleo Avançado de Estudos em Ortopedia e Neurocirurgia
(Center for Advanced Studies in Orthopedics and Neurosurgery)
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