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Dr. José Carlos Garcia Jr.

Especialista em cirurgia de ombro, cotovelo e artroscopia

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Nova técnica da tenodese artroscópica do bíceps proximal resultado PO com 16 pacientes.

Nova técnica da tenodese artroscópica do bíceps proximal resultado PO com 16 pacientes.

Apresentado
Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia
2008-Porto Alegre-Brasil
Poster

Objetivo
 A dor no ombro que está presente em lesões irreparáveis do bíceps braquial pode ser relacionada à exposição do mesmo nesses casos. Walsh observou que em certos pacientes idosos com lesão irreparável e intensa dor a demora do tratamento cirúrgico causava a ruptura espontânea do bíceps braquial e a consequente melhora dos sintomas.
Após essas observações foi introduzida a tenotomia biceptal como tratamento para lesões desse tipo. Entretanto uma dor residual no trajeto do bíceps continua a ser observada. Visando a melhora dessa dor residual muitos autores orientaram a tenodese biceptal ao invés da tenotomia. A técnica de tenodese mais difundida é a de Snyder com pontos feitos dentro de espaço intraarticular.
A tenodese como tratamento expandiu-se para outras lesões biceptais como o SLAP e lesões puras do cabo longo de bíceps com mais de 50% extensão.
Desenvolvemos uma técnica que divergia da de Snyder em 2 pontos, primeiramente o local de fixação,subacromial no sulco biceptal, e o tipo de nó utilizado, dupla bola de “baseball”. 
Nosso trabalho vem demonstrar essa nova técnica de tenodese por artroscopia e seus resultados.

Materiais e métodos
De janeiro de 2005 a setembro de 2007 foram realizadas 16 tenodeses da cabeça longa do bíceps braquial, 4 por SLAP tipo 4, 1 por luxação biceptal anterior aliada a lesão do subescapular e 11 por lesão do manguito rotador associada a tendinopatia biceptal. 
Na artroscopia utilizamos como padrão a posição de cadeira de praia com sutura em pontos contínuos ancorados para garantir melhor fixação do bíceps . Foram utilizadas em todas cirurgias âncoras bioabsorvíveis Biozip 5,5mm Stryker.
A técnica cirúrgica consiste inicialmente da tenotomia biceptal e sua exteriorização através de um portal ântero-lateral. A âncora é introduzida por esse mesmo portal no sulco biceptal a 45 graus com a normal.
A sutura é realizada externamente com pontos tipo bola de “baseball”. Após isso é dado o nó e reintroduzido o tendão biceptal no ombro. 
A avaliação dos pacientes foi realizada sempre pelo mesmo médico, pré e pós-operatória e as cirurgias também foram realizadas pelo mesmo médico.
O grau da dor pré e pós-operatória foi avaliada usando uma escala subjetiva com nota 10 para a dor pré-operatória e 0 indolor. 
Utilizamos também o UCLA para avaliação pré e pós-operatório.

Resultados
A média de idade foi de 54 anos variando de 21 a 73 anos, 9 mulheres e 7 homens, 14 dextros e 2 sinistros, sendo 12 cirurgias do lado dominante e 4 não dominante. Na avaliação prévia de acordo com critérios da UCLA  os pacientes tiveram médias 19,25(variando de 4 a 26). No sexto mês Pós-operatório a média foi de 29,75(variando de 17 a 35). Todos os pacientes apresentaram melhora da dor em análise subjetiva( nota média 10 dor pré operatória para 2,56 PO). 
Em 1 paciente houve perda da tenodese com presença de deformidade residual biceptal e dor referida ao longo do trajeto biceptal
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