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Dr. José Carlos Garcia Jr.

Especialista em cirurgia de ombro, cotovelo e artroscopia

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O que as Revisões da Cochrane tem a nos dizer?

Apresentado 
Congresso Brasileiro de Cirurgia do Ombro e do Cotovelo-2014
​Fortaleza-CE

É percebida uma tendência a não se chegar a um resultado definitivo em revisões no campo de cirurgia de ombro e cotovelo.

Esse trabalho tem como objetivo avaliar as revisões sistemáticas Cochrane relacionadas à cirurgia de ombro e cotovelo, entender suas atuais limitações e sugerir estratégias para sua implementação.

Métodos
De Julho de 2013 a Fevereiro de 2014 foram avaliados 120 revisões sistemáticas da colaboração Cochrane. 
As palavras de procura de acordo com a padronização do RevMan foram: ombro, cotovelo, úmero, epicondilite, ulnar, clavícula, escápula, cintura escapular, ulna, rádio, luxação e manguito.
Das 120 revisões levantadas apenas 53 estavam relacionadas com a cirurgia de ombro e cotovelo.
Esses 53 títulos de revisões foram selecionadas por de 3 pesquisadores independentes que avaliaram os textos individualmente e depois reuniram-se com grupo de mais 5 pesquisadores para validar essa aviação dos trabalhos que entrariam nessa avaliação.
Dados sobre as principais causas das falhas foram avaliadas de acordo com a lista PRISM.

Resultados
 Das 53 revisões 35 foram relacionadas às patologias do ombro e diáfise umeral e 18 às patologias do cotovelo.
As principais causas de falha se considerando o total de ombro e cotovelo:
Heterogeneidade: 5
Baixa qualidade e erros metodológicos: 28
Falta de melhores Outcomes: 8
N insuficiente/precisa mais trabalhos p atingir evidência: 26
Sem trabalhos Randomizados: 3
De todos, apenas 1 revisão, 2,2727% atingiu o padrão desejado.
Das 2 que atingiram padrão silver 1 apresentava alta probabilidade de viés.

Conclusão:
As principais razões relacionadas  com a falha das revisões é que há um grande déficit de trabalhos primários de qualidade.
Falhas desde o recrutamento, randomização, dificuldade para fazer estudo cego, heterogeneidade de pacientes e resultados, falta de padronização de medições, ausência de cálculo de tamanho da amostra e mesmo ausência de randomização foram os principais erros de metodologia que levaram ao fracasso desses trabalhos.
Com essa baixa qualidade, poucos trabalhos puderam ser avaliados e assim o número de indivíduos das revisões não foi o bastante parra dar consistência aos resultados obtidos. 
Há portanto necessidade de uma melhor sistematização das pesquisas primárias.
Portanto no momento devemos ainda basear nossas indicações em pesquisas e revisões de menor evidência e produzir trabalhos primários de qualidade para o futuro.
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