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Dr. José Carlos Garcia Jr.

Especialista em cirurgia de ombro, cotovelo e artroscopia

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Estudo da Tenodese Artroscópica da Cabeça Longa Biceptal no Coracóide Associada à Transferência para o Tendão Conjunto em Comparação com a Tenodese Biceptal na Cabeça Umeral

Apresentado
Congresso Latino-Americano de Cirurgia do Ombro e do Cotovelo
2009-Porto de Galinhas-Brazil 
Poster  

Arthroscopic long head of biceps tenodesis in coracoid. 
2013-Natal-Brasil
Comparative study between arthroscopic tenodesis of the biceps, long head in the coracoid versus humeral head.

Congresso Brasileiro de Cirurgia de Ombro e Cotovelo 
2014-Fortaleza-CE
Estudo da Tenodese Artroscópica da Cabeça Longa Biceptal no Coracóide
Associada à Transferência para o Tendão Conjunto em Comparação com a
Tenodese Biceptal na Cabeça Umeral
Pôster

Introdução
A cabeça longa do bíceps (CLB) tem sido descrita e conhecida
por todos como uma importante fonte de dor no ombro, entretanto
seu tratamento ainda continua gerando controvérsias. Quando o
tratamento conservador não é bem sucedido, as opções cirúrgicas
incluem a tenotomia e a tenodese. O autor realizou ume estudo
prospectivo randomizado apresentando duas técnicas cirúrgicas
comparando-as entre si através de dois grupos de pacientes.

Materiais e Métodos
Todos os pacientes foram operados em posição de
cadeira de praia com protocolo anestésico regular,
geral associado ao bloqueio do plexo braquial.
Foram realizadas 46 cirurgias para tendinopatia
biceptal, 7 pacientes não completaram os
protocolos pós-operatórios e foram retirados da
série. Dos 39 restantes, em 15 realizamos a
tenodese artroscópica do bíceps no coracóide
associada à solidarização do tendão conjunto com
o cabo longo seguindo conceitos de O`Brien e
Gilcreest, nos outros 24 casos foi realizada
tenodese artroscópica com ancoragem no úmero.
Os pacientes foram escolhidos de forma
randomizada. Todos os pacientes foram avaliados
no pré-operatório utilizando UCLA. No 6º mês pós-
operatório os pacientes foram avaliados com
UCLA, SF-36, escore bruto de dor, limitação física
e função. A diferença entre os grupos foi avaliada
utilizando o teste de Mann-Whitney através do
programa de análises estatísticas SSPS versão
13.0 considerando significância estatística o p 0,05.

Resultados
No grupo de tenodese no coracóide associada à solidarização a média do UCLA
pré- operatório foi de 22,13, no 6º mês pós-operatório o UCLA passou para 33,27 o
SF-36 foi de 140 e as escalas brutas para dor, função e limitação física foram
respectivamente 95%, 95% e 96%. No grupo de tenodese no úmero a média do
UCLA pré- operatório foi de 20,88, no 6º mês pós-operatório o UCLA passou para
32,42 o SF-36 foi de 139 e as escalas brutas para dor, função e limitação física
foram respectivamente 90%, 95% e 95%. Dos 39 acientes com patologia biceptal 30
apresentavam associada lesão do músculo supraespinhal, 9 lesão do subescapular.
O UCLA pré-operatório dos grupos não demonstrou diferença estatística atestando a
homogenicidade dos grupos. Nos resultados não houve diferença estatisticamente
significante entre os grupos em nenhum dos ítens medidos.

Discussão
O tratamento do das patologias biceptais continua controverso na literatura e
sua exata função cinemática também não está elucidada. Alguns autores
acreditam que o tendão apresenta importante função na estabilidade do ombro,
outros que é apenas uma estrutura vestigial sem significância biomecânica.
Mesmo com essa discussão a sua importância como causador de dor no ombro
tem sido amplamente aceita. O tratamento cirúrgico do bíceps continua
controverso. As opções cirúrgicas incluem tenotomia, tenodese ou transferência.
Em pacientes jovens a deformidade e dor no trajeto do bíceps causados pela
tenotomia não são bem aceitos, nesses casos ou em casos onde já será realizada
a reconstrução do manguito a tenodese ou transferência são opções melhores. A
transferência permite a cicatrização de partes moles e de acordo com O`Brien
recria o eixo natural do bíceps, além de prevenir a tensão excessiva do bíceps.
Para aumentar a força de fixação associamos a tenodese do coracóide a esse
procedimento de partes moles em um de nossos grupos. A despeito das
explicações acima cremos que o local original do cabo longo deve seguir o sulco
biceptal. A fixação no úmero pode equilibrar a tensão que a cabeça curta faz do
úmero contra a glenóide. Por outro lado procedimentos no coracóide podem
aumentar essa tensão e favorecer a longo prazo patologias do manguito. Em
nosso estudo, entretanto a única diferença que foi encontrada entre as técnicas foi
o maior grau de dificuldade da tenodese no coracóide.
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